entre vistas |
![]() Imagem de Rodrigo Saturnino |
| As fronteiras adquiriram novas características e já não podem ser vistas nem pensadas como antes. Há uma nova instância que reorganiza esse conceito, em que as linhas orientadoras não passam de linhas que se sobrepõem no espaço e no tempo, onde são depositadas como riscos, traços e esboços de movimentos voláteis para os quais, eventualmente, não se definiu um percurso. É necessário saber não apenas de que espaço se trata mas também de que novas formas este se compõe: que pensamentos o pensaram e que traços o arquitectaram, que negociações o moldaram ou que forças o lançaram, agora, para um novo sentido de territorialidade, seja ele apresentado do ponto de vista económico, psicológico, social, artístico ou geográfico. Ao desenhar uma linha que se sobrepõe ao conceito de fronteira, e observada toda a possibilidade de movimento acima referida, sobrevém uma outra camada de vida que procura, no conjunto dos gestos banais e esquecidos do quotidiano, os procedimentos que aprofundam o olhar sobre a construção de uma identidade em constante migração. Mário Afonso
Agradecimentos Agradecimentos
aos artistas convidados Apoios
Teatro Praga, Fórum Dança, Atelier RE.AL, CENTA (residência
artística), Sintra Verde, Câmara Municipal de Lisboa, Associação
Cultural Companhia Clara Andermatt, Fundação Calouste Gulbenkiann
e Teatro São Luiz. Projecto financiado pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes/Dança 2008 |