Materiais performáticos Atelier de composição coreográfica

“The show must go on” imagem do espectáculo de Jérôme Bell



Quando me é solicitado coordenar um atelier destinado a um público adulto e/ou profissional, “Materiais performáticos” é sempre o mais adequado. No entanto nunca fico satisfeito com a possibilidade da repetição de estruturas de trabalho que tenho como exemplo de sessões anteriores. É sempre possível voltar a essas anotações e repetir, pelo menos tentar, uma ou outra experiência desenvolvidas no passado.

Mas é numa ideia de estrutura de trabalho em aberto que encontro uma maior possibilidade de acontecimentos mais em consonância com uma necessidade, curiosidade ou uma outra conjuntura.
Neste sentido “Materiais performáticos” definir-se-á de acordo com as minhas preocupação do momento, postas em diálogo com as preocupações dos participantes: materiais que se exploram, que se cruzam e se revelam nas performances individuais ou de grupo.


Ao pensar a criação artística nas artes do espectáculo como uma tradução do mundo em volta, podemos dizer que “são muitas e variadas as razões que tornam necessário fazer uma dada tradução, e é em conformidade com essas razões que se determinam os critérios para definir a sua qualidade. Estes são critérios que não dependem de noções abstractas nem genéricas, mas essencialmente da finalidade que tiver cada tradução. (…)”
In, Babilónia, Universidade lusófona/ensaios, José Colaço Barreiros



Destinatários
Jovens adultos e todos os interessados, profissionais ou não.

CV do atelier
Centro de Artes de Sines, Sines
Fórum Dança, Lisboa
Teatro Viriato, Viseu