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Este solo desenvolve-se na repetição de um
percurso em direcção a um microfone, de olhos fechados.
Uma projecção de vídeo, na parede de fundo do espaço
cénico, revela diferentes “paisagens”: imagens abstractas
que transportam a sensação de um outro tempo, de um outro
espaço – embora o mesmo, com novas possibilidades de onde
recomeçar.
“…ver alguém não ver é a melhor forma
de ver intensamente o que ele não vê…”
In, Barthes, Roland (1957) Mitologias, Paris, Éditions du Seuil
Concepção
e interpretação Mário Afonso
Edição vídeo Nuno Olim
Sonoplastia Anatol Waschke
Produção Mário Afonso/Clube Português de Artes
e Ideias
Apoios Pro.Dança, Olho, RE.Al, Fórum Dança, Geothe
Institut, Lugar Comum/CPAI, CEM, O resto, Senssuround, EIRA, Danças
na Cidade, O rumo do fumo
Agradecimentos Carla Sampaio, Iñaki Zoilo, Rita Forjaz, Sandra
Caldeira, Marília Maria Mira, Stephan Maroshek, Teresa Dias, Walter
Lauterer
Apoios Teatro Viriato, Companhia Paulo Ribeiro
Projecto financiado pelo Ministério da Cultura/Instituto Português
das Artes do Espectáculo
Duração 25 minutos |